De 18 a 22 de junho de 2010.
Parte 2
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| Transcrito da revista Motoclubes |
Comunicamos aos membros efetivos que na próxima terça-feira as 20:30 hs na residência dos pais de Arnilton, haverá uma reunião administrativa para debatermos, problemas e soluções relacionados ao Trilhados M.C.
Portanto preparem suas idéias e criticas construtivas e vamos lá.
Saudações motociclisticas
Marcellus Luiz
vice presidente
Trilhados M.C
Despedida de uma “laranja azeda”
Retoricamente como sabemos, a sociedade foi separada por suas diferenças, a infelicidade é sabermos que até hoje a lamentável realidade nos persegue, sabendo que alguns “grupinhos” que nasceram em bercinhos de ouro vivem suas vidinhas hipócritas sem sentir a necessidade de que viver em comunidade é não somente buscar por seus anelos e anseios egoístas, sem ver ou sentir o outro indivíduo, que às vezes está tão próximo. A pena é que essas ditas pessoas se acham tão honrosas e onerosas, pensando estas que seus “grupinhos” são uma esfera de amor, família, honra e fraternidade, mas infelizmente não é isso que podemos notar.
Em primeiro lugar, para ser considerada uma família um grupo de pessoas deve estar disposto a assumir ou renunciar as funções que conferem a uma família, permitindo a socialização dos seus membros como resposta às necessidades da sociedade pertencente, devendo então, responder às mudanças externas e internas de modo a atender às novas circunstâncias proporcionando sempre um esquema de referência para os seus membros. Tendo como função principal o apoio e a aceitação pessoal de cada membro que a integra.
Essas pessoas são simplesmente escória, que não sabem o que realmente querem, sentem um vazio abominável que os consomem e ficam felizes em notar a vida alheia, querendo chegar sempre a um patamar cada vez mais alto, crendo que essa lacuna seja tapada ou quando muito aliviados, mas isso não os diverte tanto quanto ver os pobres “neguinhos”, como gostam de se referir grosseiramente com racismo e preconceito àqueles das esferas que eles imputaram ou subjugaram a ser os pobres miseráveis, os quais não têm direito de chegar perto de seus “deuses”, pois quando o fazem causam repugnância e asco naqueles que se acham puros e incorruptíveis, melhores que os de baixo poder aquisitivo. Quando um desses indivíduos tenta entrar em um patamar mais alto é quisto como algo em total desacordo com as coisas naturais e quando ao mesmo é provado de que não pode estar entre esses seres tão puritanos, o mesmo é enxotado como o “neguinho” ou a “laranja azeda” que eles têm que se livrar para não afetar o doce veneno que os embebedam e os viciam.
Deixando de lado esse texto inicial e indo direto ao assunto, venho informar a quem me considera como amigo nesse moto clube e também em outros que graças a Deus sei que conquistei e vou continuar a cultivar, que no dia de hoje fico impossibilitado de estar entre alguns que tem o desprezo por pessoas como eu (pobre), pois em reunião foi dito por minha pessoa que estava sem a mínima condição de viajar tanto pela questão financeira quanto pela falta de tempo, uma vez que estou estudando muito e também trabalhando, não podendo assim simplesmente viajar por aí como fazem aqueles que realmente têm como fazê-lo, ou seja, têm dinheiro! Eu por outro lado, tenho uma casa para sustentar, uma família a gerir, não ganho dinheiro para luxar e sim para sustento.
Quanta idiotice há no fato de certas pessoas só se importarem com a “homogeneidade” de um determinado grupo, sem ao menos levar em consideração a vida pessoal de cada membro deste grupo e as dificuldades enfrentadas por ele, importando-se apenas com sua assiduidade, isso sim é um motivo para sentir vergonha, sim, vergonha! Além de vergonha, pena, pois é, pena de pessoas que chegam a tal nível de hipocrisia, desrespeito a pessoa humana e discriminação.
Então, me desculpem se fiz mal em querer ter todos como amigos e não o consegui, infelizmente, os que eu mais admirava foram os que mais me decepcionaram, fico extremamente triste em agora, e somente agora ver e sentir na pele o que é ser rejeitado. É assustador ver as proporções que a hipocrisia vem alcançando sem que as pessoas se dêem conta, sendo mascarada em nosso cotidiano por atitudes como esta.
É gente, a vida continua e eu graças a Deus vou relevar, superar como sempre o fiz e se Deus permitir o farei, aos meus amigos que ficam, que Deus os ajudem a suportar a arrogância, ignorância, hipocrisia e brutalidade “daquele” ou daqueles que querem ser como o meu texto inicial pautou.
Deus abençoe a todos nós!
E para os meus AMIGOS meu cordial adeus
ADEUS!
"A fraternidade é uma das mais belas invenções da hipocrisia social.”
(Gustave Flaubert)
"Os hipócritas são como as tâmaras: o doce está fora, o mel nas palavras e o duro lá dentro, na alma." (Mateo Alemán)
"Às vezes procura-se parecer melhor do que se é. Outras vezes, procura-se parecer pior. Hipocrisia por hipocrisia, prefiro a segunda." (Jacinto Benavente)
"O falso amigo e a sombra só nos acompanham quando o sol brilha.”
(Benjamin Franklin)
"Falsos e hipócritas são aqueles que tudo fazem com palavras, mas na realidade nada fazem." (Demócrito)
12/06/2010
Alan César dos Santos Dantas
Ex-Trilhado
| Carmen vai embora, é o final de | ||
| Só que deu tudo errado, pois a moto não apresentava o desempenho esperado mesmo após ter gasto um bom dinheiro em acessórios e as viagens eram muito desconfortáveis. Percebi que não era a moto adequada para o que eu queria, tinha que trocá-la por outra logo e em meados de 2006 conheci a “Carmen”, linda, sofisticada e ao mesmo tempo clássica, falando português com sotaque americano, e muito cara. Era o que eu queria, mas a imagem de que “era muita areia para meu caminhãozinho” não me saía da cabeça. Um dia, numa festa (encontro de motos de Penedo) tomei coragem e a levei pra casa, com devido o apoio da esposa, claro! “Carmen” gosta de acessórios, adora ser modificada, e devorou meu dinheiro com essas bijuterias na mesma velocidade que ultrapassava uma fila de caminhões na estrada. Ahh, sim, as viagens se tornaram extremamente prazerosas, conforto total, potência de sobra, minha esposa adorava se aconchegar no lugar da garupa. Eu me diverti demais com ela, não só nas estradas mas também na garagem escura do prédio em que morávamos. Entre aquelas paredes sujas e com poucas testemunhas fui cuidando dela, mudando peças, ajustando sua injeção com o SERT para melhor se adaptar ao kit “Big Bore Stage 2” que instalei logo nas primeiras semanas para funcionar melhor com o nosso combustível misturado com álcool. Tudo isso foi narrado aqui, no Motonline, em uma série de colunas como Injeção é moleza! , Modificando o motor TC88 para TC95 , Ajustando a EFI da Harley Davidson com o SERT , Dicas de acessórios Harley Davidson , Corrigindo o rebolado e aumentando o prazer! entre outras tantas que escrevi ao longo desse período. Carmen também influenciou nossas férias, fomos ao Daytona Bike Week, a vários eventos HOG no Brasil e no exterior, e ela foi a catalisadora de várias amizades que duram até hoje. Na minha vida profissional, quem diria, “Carmen” também fez das suas, como descrevi na coluna Batendo papo sobre carros e motos contando sobre a palestra (nenhuma relação coma moto) que dei em SP para mais de 500 pessoas onde entrei com a moto no palco do centro de convenções do WTC fazendo a maior algazarra. Tive dezenas de pedidos de palestras depois dessa “estripulia” que literalmente “pagou todas as contas da Carmen”. Incrível como “Carmen” afetou minha vida. Poucos sabem que ela foi uma das responsáveis por eu ter ficado sem carro por quase um ano (na prática não usava mais o carro) e depois por ter me mudado do Rio de Janeiro, contei isso na coluna Mudando para a Dutra aqui no Motonline, e ainda menos pessoas sabem como essa mudança foi excelente para nós, eu e minha esposa. Morando perto da Dutra viajamos muito mais, fizemos novos amigos, e curtimos demais a “Carmen”. Em uma cidade pequena como Resende, sair com a moto é uma atração a parte. Todos olham, a maioria me conhece como “o cara da Harley”, e a turma da AMAN (Academia Militar de Agulhas Negras) fica encantada quando passo pelos seus portões, e sempre cumprimentam. Sucupira, colunista do Motonline que também se mudou para cá, se tornou um companheiro de viagem e num dia desses me perguntou “qual a quilometragem da Carmen?” e eu prontamente disse “deve estar perto da hora da revisão dos 16 mil, eu tenho andado pouco com ela ultimamente” e fui conferir no painel, pois eu só usava o mostrador parcial. Foi quando tomei um susto! A moto só tinha 10 mil km! Como assim? Já fiz tanta coisa com ela nesses últimos 4 anos, faz quase 3 anos que moro em Resende e lembro de ter feito a revisão dos 8 mil enquanto ainda morava no Rio, ainda no primeiro ano. Como só rodei 2 mil km desde que mudei pra cá? Mesmo andando pouco eu esperava no mínimo outros 8 mil km! O dia que Sucupira me acordou quanto à quilometragem da “Carmen” Infelizmente essa é a pura verdade. Desde que mudamos pra cá, nossos passeios são do tipo “Bate e volta”, raramente viajamos com bagagem. E como a cidade fica em um ponto estratégico, entre Rio e São Paulo, coladinho com Minas, todos os passeios são curtos. Cláudia também, sem fazer alarde, deixou de ser minha garupeira freqüente já que agora ela tem sua própria moto, aliás duas, uma Yamaha Neo (scooter) pra andar na cidade e uma Honda Tornado para seus passeios nas estradas de terra da região. E eu, sem garupa, costumo sair mais com a XT600 que mantenho para fazer passeios por estradas ruins de baixa velocidade. Não tinha me dado conta da minha traição à Carmen. Nunca uma moto foi tão importante na minha vida como ela, e nesses últimos anos deixei-a praticamente parada, debaixo da sua capa, quando muito fazendo passeios curtos pelas cidades da Dutra ou Fernão Dias. Fiquei tão surpreso que fui verificar a quilometragem dos outros veículos. Nos quase 3 anos aqui em Resende, eu e Cláudia rodamos um total de 20 mil km apenas, só que divididos em cinco veículos diferentes! Carmen rodou 2 mil km, minha XT rodou outro tanto e o Jeep que compramos aqui rodou praticamente a mesma coisa. A scooter Neo (que foi comprada aqui, portanto tem menos tempo conosco) proporcionalmente rodou muito mais: 2500 km dentro da cidade. O carro que uso para o trabalho (viagens) foi o que rodou mais, com 12 mil km em quase 3 anos, o que é ridiculamente baixo pela média nacional. A verdade é que em uma cidade pequena anda-se pouco mesmo. E como estou ao lado da Dutra, basta andar 30 minutos em qualquer direção para literalmente sair do estado e mudar completamente de paisagem. Todos os passeios são curtos, sempre muito curtos. Nesse sábado fui passear em Minas com a Carmen, já pensando no destino dela. O passeio foi ótimo e curto, como sempre. Coisa de 200 km ida e volta só. Quando cheguei em casa fiquei alguns momentos com ela na garagem alisando seus cromados e pensando “Você já me serviu de todas as formas que uma moto poderia me servir, e sou grato por isso, mas está na hora de você servir a outro que esteja precisando de você mais do que eu”. Quando a comprei pensava em mantê-la por 10 anos no mínimo, mas sem uso como está, é melhor vender... “Carmen” não foi feita para ficar parada) Uma tristeza me abateu por um segundo, mas imediatamente me veio à cabeça uma conversa que tive com um grande amigo, uma das poucas pessoas brilhantes que conheci, e que merece uma rápida introdução. Esse japonês (sim, ele é japonês) é um pouco mais novo de idade que meu pai, e sempre usou e abusou da filosofia oriental no seu dia a dia, algo que sempre me cativou. Há alguns anos ele passou por alguns problemas de saúde sérios, teve uma falência renal prematura (precisou de transplante) e um ataque cardíaco que foi resolvido com algumas pontes de safena. O fato é que durante a fase do problema renal ele passava horas e horas na hemodiálise diariamente vendo sua vida definhar, sem esperanças, e com isso abraçou ainda mais o estudo da filosofia como uma forma de entender aquilo tudo que estava acontecendo. Um dia desses, em nossas longas conversas depois de superado todas essas dificuldades, ele me disse que ”só precisamos ter aquilo que precisamos ter”, e que “tudo que acontece com você é o melhor que pode acontecer com você” citando a si próprio como exemplo. A idéia de “ser leve” se desfazendo de tudo que é desnecessário (só ter o que “precisamos ter”) é um conceito filosófico que eu entendo muito bem, mas como que uma pessoa com falência renal e várias pontes de safena poderia acreditar que o que aconteceu com ele era o melhor que poderia ter acontecido? Não vou entrar em detalhes preservando a privacidade desse meu amigo, mas entre outras coisas sua esposa doou em vida o rim que ele tanto precisava, um ato que amor tão profundo que muitos são incapazes de conceber. A retomada do estudo da filosofia abriu novos horizontes pra ele, que se tornou um grande orientador para seus filhos, hoje todos muito bem de vida. Seus amigos são ainda mais próximos do que antes, pois viram nele e na solidez de sua família um grande exemplo a ser seguido. Nossas conversas, por exemplo, duram várias horas, lembro de um dia que fomos tomar um café, e ficamos 7 horas de papo, ou melhor, eu bebendo da sua sabedoria.
Revista motonline |
| *Kawasaki ER6-n: diversão e versatilidade A chegada oficial da Kawasaki no Brasil com a inauguração da fábrica em Manaus mostra a seriedade de sua empreitada num mercado que já desponta dentre os maiores do globo. A primeira moto a ser nacionalizada foi a Ninja 250R seguida da Z750 e agora a ER6-n, que permitiu oferecer ao publico produtos de primeira aliado a preços competitivos. Ganha o consumidor que conta cada vez com mais opções. Texto e Fotos: Claudinei Cordiolli |
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| Design moderno atrai olhares por onde passa. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Apresentada no Salão das Duas Rodas de 2009 já na versão 2010, o modelo ER6-n foi lançado na Europa em 2005. Desde então, sofreu alterações, mas não perdeu a identidade: quadro exposto, escapamento com saída embaixo da moto, amortecedor traseiro montado na horizontal e motor de dois cilindros paralelos alimentados por injeção eletrônica. Estas são as características que forma sua marca registrada. Os piscas integrados dão volume a ER6 Diferente das concorrentes tem o velocimetro analógico e conta giros digital O painel de instrumentos a primeira vista é estranho, pois tem o velocímetro analógico e conta giros digital, mas na prática o fundo branco do velocímetro tem a iluminação homogênea e de fácil leitura, tanto de dia quanto a noite. O conta-giros de barras digital com iluminação laranja também é fácil para visualizar. Merece destaque a existência de dois hodômetros parciais, relógio e marcador de combustível, este último com uma precisão acima da média. O motor embora derivado da ER5 é totalmente novo. O cambio foi modificado e resultou em um motor mais compacto e com maior capacidade cúbica. Por ter “apenas” dois cilindros, foi possível fazer uma moto bem estreita e compacta. O sistema de escape é posicionado sob a moto e sai na frente da roda traseira. Esse posicionamento ajuda na centralização das massas, o que baixa o centro de gravidade e ajuda na agilidade e equilíbrio do conjunto. Motor derivado da ER5 é completamente O garupa conta com boas alças de apoio Estreita enfrenta facilmente os corredores nos grandes centros Escapamento com saída embaixo da moto baixa o centro de gravidade O amortecedor traseiro é fixado sem links de forma simples e direta. Por conta disso seu funcionamento se mostrou pouco progressivo no início do curso, mas em longo prazo mostrará a vantagem de ter uma manutenção simples exatamente pelo fato de não ter buchas ou rolamentos na sua fixação. Seu posicionamento bem a vista na lateral também facilita o ajuste de pré-carga da mola com a ferramenta especial que faz parte do kit que acompanha a motocicleta. O motor de 649cc de dois cilindros em linha conta com 4 válvulas por cilindro acionado por duplo comando no cabeçote (DOHC). A injeção eletrônica com 38 milímetros proporciona uma resposta suave ao acionamento do acelerador. Para minimizar a vibração, o motor é montado sobre coxins de borracha e o guidão é montado também sobre coxins e com pesos nas extremidades. As pedaleiras também possuem acabamento de borracha, o que elimina a vibração. O cambio de 6 velocidades tem engates precisos, porém com o acionamento um pouco duro. A sexta marcha é longa e possibilita trafegar em rotação mais baixa na velocidade de cruzeiro (em torno de 120 km/h) com baixo nível de ruído e aumentando a economia de combustível. O conjunto de freios é composto por duplo disco 300mm do tipo “margarida” acionado por pinças com dois pistões na dianteira e disco simples de 220mm também do tipo “margarida” e pinça de um pistão na traseira. Na cidade Uma boa opção para uso diário O amortecedor exposto tem fácil ajuste. O freio dianteiro mostrou um acionamento um pouco duro e exige força para frear com vontade. Já o freio traseiro apresentou o acionamento um pouco borrachudo, mas com boa potência. A suspensão dianteira não possibilita nenhum ajuste, mas se mostrou bem calibrada para uso na cidade com boa capacidade de absorção das irregularidades sem transmitir incômodos ao piloto. A suspensão traseira necessitou ajuste na pré carga (eu tenho 98kg) da posição 3 (para piloto de 85kg conforme o manual) para a posição 5 (mais carga, mais rigidez). Esse ajuste é simples e não necessita desmontar nada. Basta para isso usar a ferramenta especial que faz parte do kit de ferramentas. Após o ajuste o comportamento melhorou nas irregularidades, mas ainda é inferior a uma suspensão ligada por links que tem o início da ação mais progressivo. Na cidade o motor se mostrou econômico para sua cilindrada, fazendo uma média de 18,5 km por litro. Seu bom torque aparece em baixa rotação e não é necessário trocar de marcha a toda a hora. O motor responde satisfatoriamente ao comando do acelerador e ganha velocidade rapidamente e sem tropeços, o que indica um ajuste do sistema de alimentação por injeção eletrônica bem mapeada para nossa gasolina. Na estrada Na estrada a baixa autonomia do tanque de 15 litros obriga a fazer mais paradas para abastecimento. O banco é confortável para piloto e garupa Confortável e ergonômico o banco tem dois níveis. O material da capa não deixa o corpo escorregar e seca rapidamente após a chuva. A garupa não foi esquecida e fica bem acomodada com a ajuda das alças de apoio para se segurar. O posicionamento alto do painel e o fundo branco do velocímetro permitem leitura imediata e fácil visualização de todas as informações. O motor de dois cilindros com torque de 6,7 kgf.m e potência de 72,1 cv mantém facilmente uma velocidade de cruzeiro de 120km/h. Há potência de sobra para, se necessário, alcançar velocidades maiores mas sua concepção naked torna a condução a velocidades maiores incômoda, por conta do vento que exige esforço dobrado da musculatura do pescoço e dos braços. Nesta situação o consumo manteve a média de 20 km/l com autonomia teórica próximo dos 300km um pouco baixo para grandes viagens. Nas estradas sinuosas a ER6-n permite diversão, pois ela coloca toda sua agilidade para mudanças rápidas de trajetória à disposição. O bom torque do motor proporciona poucas trocas de marcha e exige pouca aceleração para ganhar velocidade nas saídas de curva. Os pneus Dunlop SportMax Roadsmart 120/70ZR17M/C na dianteira e 160/60ZR17M/C na traseira se mostram bem adaptados ao modelo. Essa linha de pneus da Dunlop tem duplo composto (são duros no centro e médios nas laterais) e são voltados mais a durabilidade e pilotagem na chuva do que a desempenho. Com um pneu mais macio sem dúvida a ER6-n ficaria ainda mais divertida. Conclusão Por R$ 25,5 mil é uma ótima opção. Ficha Técnica
*Nota da Redação - A motocicleta apresentada nesta avaliação é de propriedade do fotógrafo e colaborador de Motonline, Claudinei Cordiolli, que, por sua própria iniciativa e sugestão, decidiu escrever esta avaliação ora publicada. Infelizmente Motonline não testou a Kawasaki ER6-n porque a fábrica não dispõe de unidades devidamente licenciadas para circulação normal em ruas e estradas. Motonline entende que a validade de um teste de motocicleta em parque fechado, como seria a condição de teste da motocicleta da fábrica, é limitada e não reflete a realidade do uso normal dos consumidores. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||