segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Harley-Davidson assume suas operações no Brasil

A Harley-Davidson anuncia que, a partir do dia 8 de Fevereiro de 2011, assume oficialmente suas operações no Brasil


 

Harley-Davidson?


Leiam abaixo o Comunicado da Harley-Davidson Brasil, anunciando a retomada das operações no Brasil, apos resolvido o impasse com o Grupo Izzo. Segundo noticia da Coluna Mercardo Aberto da Folha de São Paulo, existe a possibilidade da instalação de uma concessionária Harley-Davidson em Recife-PE. Você pode acessar pelo site da Harley-Davidson Brasil através do Link :

http://www.harley-davidson.com/pt_BR...


Carta ao Consumidor da Harley-Davidson Brasil

Prezado cliente,

A Harley-Davidson anuncia que, a partir de hoje, assume oficialmente suas operações no Brasil. Dentre as ações a serem realizadas no País, está o plano de nomeação de novas concessionárias da marca, que atendam às suas necessidades, oferecendo uma cobertura sólida e de acordo com os padrões mundiais da empresa.

Novas concessionárias Harley-Davidson foram nomeadas, uma em São Paulo (SP) e uma Belo Horizonte (MG), e estão alinhadas à prioridade da marca de proporcionar um atendimento Premium a todos os clientes. Por isso, suas oficinas já estão totalmente habilitadas a efetuar revisões, serviços em garantia e assistência técnica em geral. As operações de vendas de motocicletas em São Paulo estão previstas para o início de março e, em Belo Horizonte, começarão em abril.

A partir de março, novas concessionárias Harley-Davidson oferecerão serviços de assistência técnica nos mercados do Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Campinas (SP) e Goiânia (GO).

Estamos comprometidos com nossos clientes, e disponibilizamos para contato, a quem tiver necessidade de maiores informações, o telefone 0800 724 1188 ou, ainda, o e-mail sac@harley-davidson.com.br.

A Harley-Davidson está fazendo investimentos no País para garantir o atendimento cada vez melhor de seus clientes fiéis e conquistar novos admiradores da marca.


Muito obrigado,
Longino Morawski
Managing Director, Harley-Davidson do Brasil

São Paulo
Autostar Harley-Davidson
Rua Luiz Seraphico Júnior, 978 - Santo Amaro – São Paulo – SP
04729-080
+55 11 2344-4488

Belo Horizonte
GroundForce Harley-Davidson
Rua Maria Abdala Ibrahim, 45 – Ouro Preto – Belo Horizonte – MG
31320-270
+55 31 2102-1450

 

 

Fonte Revista motoclubes

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

O por que das minhas viagens de motocicleta ?

Muitas vezes sou questionado por amigos não motociclistas o porquê de viajar de moto, e não de carro?


Não é fácil explicar o porquê de se empreender viagens de motocicleta. Como explicar que as razões se encontram encravadas no meu íntimo? Como explicar o prazer, o desafio o sabor de conquista, as sensações que sentimos? Por mais que eu me esforce e tente explicar, não encontro as palavras e os motivos de me aventurar pelo mundo nesse maravilhoso veículo de duas rodas.

Viajar de moto não é barato, seguro nem confortável. Porque então?
Não estamos protegidos das intempéries, das pedras, dos pássaros, não temos som, não temos ar condicionado, nossa bagagem vai em bolsas, amassa tudo, molha, é difícil de encontrar os objetos, de carregar e amarrar diariamente a bagagem. Porque então viajar de moto?

De uns anos para cá, com mais idade e experiência deixei a batalha na busca dos horizontes no mar e me dediquei ao motociclismo, muito menos cansativo, mas com maior risco fisicamente. Em nossa vida, vamos vencendo os desafios e colecionando sucessos. No motociclismo me sinto assim a cada partida para uma nova aventura. Quando chego a minha casa e entro com a motocicleta na garagem, sinto-me como os aventureiros que atravessam oceanos ou escalam paredões rochosos.



...um vencedor, com apenas algumas desventuras, como sempre, facilmente contornáveis, me convenço de que moto é um sonho no qual você viaja.


Depois de um longo trajeto, escapando de buracos, acidentes, besouros, cabras e tantas coisas mais, como frio, mão dormente, dor na bunda, caminhões irresponsáveis, vento, chuva e chegamos finalmente a um hotel ou pousada, NUNCA será como a casa ou a cama da gente. Todos os dias em minhas prazerosas viagens senti saudades de minha casa.

Viajar de moto é paixão, é curiosidade incontrolável de ver ou rever estradas e paisagens, de sentir liberdade, a sensação de risco, se sentir no mesmo dia frio, calor, medo, saudade.

Quem ainda não entende esse espírito aventureiro, questiona os amigos motociclistas sobre o motivo de suas longas e difíceis viagens ou travessias. Para mim que conheço os desafios, o charme, e as dificuldades, viajar de moto é uma questão de apenas viver a vida sobre esse veículo transmissor de emoções.

Esses são os meus motivos:

Quando se viaja de carro, a gente vê a paisagem e quando se viaja de moto a gente se torna a paisagem !
 
Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe !


Texto enviado por João Cabrera - cabrera.moto@hotmail.com

 

Fonte Revista Motoclubes

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Passeio a Barragem de Pedrinhas Limoeiro-Ce 13/02/2011

O presidente Ciro Sabino convida os integrantes e parceiros do Trilhados M.C para um passeio a Limoeiro do Norte-CE e barragem das Pedrinhas.

O passeio será organizado pelo M.C Chacal do Asfalto e a saida será de 8:00 hs da casa de ZÉ VIGIA. ( localizada próxima ao supermercado Queiroz da Boa vista).

 

Destino: LIMOEIRO DO NORTE-CE

Distância: 90 kms

Horário: A partir das 7:30 hs ( Concentração na casa de Zé vigia próximo ao supermercado queiroz do bairro Boa Vista).

 

Domingo dia 13/02/2011

 

Desejamos a todos uma boa viagem, com a proteção De Deus e um bom domingo de confraternização.

 

Saudações motociclisticas

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

Feliz Aniversário Elaine Foca

Todos que fazem o Trilhados M.C parabenizam Elaine  Faustino " FOCA" pela passagem de seu aniversário de 24 anos.

A festa será na mansão FOCA´S BEACH na praia de morro pintado em Areia Branca. Tem um boi desmanchado em paçoca com muita cerveja e animação, com a banda CALANGO DE FOGO.

Feliz Aniversário Elaine!!!

 

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Proteção para ciclistas e motociclistas

09/02/2011 - Proteção para ciclistas e motociclistas


Cintos e air bags vêm protegendo motoristas desde respectivamente as décadas de 50 e 80 do século passado.

Ciclistas e motociclistas são muito mais vulneráveis do que seus colegas de estrada, mesmo levando-se em conta o lançamento de equipamentos como a jaqueta Hit-Air Jacket e o airbag para motocicletas da Honda.

Agora as designers suecas Anna Haupt e Terese Alstin projetaram um airbag-colarinho chamado Hövding (chefe de grupo em sueco), usado ao redor do pescoço e que infla totalmente em um décimo de segundo graças a um gerador de gás embutido. O airbag é comandado por acelerômetros e girômetros, que num acidente detectam -movimentos anormais-.

Para garantir que o airbag não infla durante uma pilotagem normal, as designers estudaram os movimentos típicos de um grande número de ciclistas e motociclistas durante vários anos seguidos. Ensaios em laboratório com bonecos antropométricos e antropomórficos reproduzindo mulheres e homens em acidentes fatais, além de ensaios com stunt riders (ciclistas e motociclistas profissionais de demonstração), foram feitos durante esses anos – e os dados coletados formaram a base de um método matemático patenteado que consegue distinguir movimentos normais e anormais que ocorrem num acidente. As designers apontam para o fato de que o airbag não funciona no caso de alguma coisa cair sobre a cabeça do usuário.

O sistema de airbag vem numa armação de tecido a prova d`água, removível com zíper e disponível numa variedade de estilos para permitir que o usuário misture o desenho da armação com o da sua roupa de momento. O peso do colarinho é distribuído igualmente nos ombros, mas mais pesado nas costas.

Um botão on-off no puxador do zíper indica se o Hövding está ligado ou não, assim como o nível de carga da bateria. Um bip soa quando a bateria está quase vazia, aumentando sua freqüência de aviso até que tenha sido recarregada. Uma -caixa preta- guarda 10 segundos de dados de movimento do usuário logo antes e durante o acidente. Ao ser inflado, o airbag protege totalmente o rosto. O Hövding custa 2498 krona suecos, cerca de US$ 380 em seu país de origem, e cerca de US$ 455 no Europa do norte.
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José Luiz Vieira, Diretor, engenheiro automotivo e jornalista. Foi editor do caderno de veículos do jornal O Estado de S. Paulo; dirigiu durante oito anos a revista Motor3, atuou como consultor de empresas como a Translor e Scania. É editor do site: www.techtalk.com.br e www.classiccars.com.br; diretor de redação da revista Carga & Transporte.

- José Luis Vieira, foto divulgação

Fonte motonline

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

KAWASAKI NA ONDA

Versys é o seu nome e versátil é o seu espírito

A Kawasaki Versys 650 foi lançada no final de 2006 nos mercados Canadense e Europeu para logo em seguida chegar aos EUA. No Brasil, apesar da chegada oficial da Kawasaki em 2008, a Versys começou a ser importada do Japão apenas em junho de 2010, apesar do sucesso que o modelo fazia nos outros mercados. O nome é uma abreviação que agrega duas palavras e que dão a exata descrição dessa moto. Um Versátil Sistema  de transporte.

Um dos destaques da Versys é o eficiente e bonito conjunto óptico dianteiroUm dos destaques da Versys é o eficiente e bonito conjunto óptico dianteiroApesar do nome e aparência de uma big-trail, sua praia não é o fora-de-estrada. Para isso a Kawasaki tem lá fora outro modelo, a KLR 650. Se a utilização da Versys for fora do asfalto, várias de suas características limitarão bastante o uso: a grande caixa do escapamento/catalisador por baixo do motor, pneus impróprios para terra e suspensão projetada para uso em piso de boa tração. Em resumo, esqueça os passeios off road. Fique no asfalto.

Fiel à sua proposta urbano-estradeira, a Versys cumpre bem seus objetivos. Rápida e ágil no trânsito urbano, ela surpreende com o torque excepcional do seu motor "twin" - dois cilindros paralelos, que oferece retomada de velocidade plena e ao menor toque do acelerador. O ponto negativo ficou para o câmbio, que tem engates duros, imprecisos e de curso longo, apesar do escalonamento das seis marchas ser linear e progressivo.

Kawasaki Versys é urbana e com muita vocação estradeiraKawasaki Versys é urbana e com muita vocação estradeira

Nas estradas e rodovias ela apresenta bom resultado, a semelhança do que se percebe no uso urbano. A estabilidade é constante e as ações sobre os comandos trazem rápidas e boas respostas, sem perder em nenhum quesito importante. Tranquilamente mantém-se a velocidade compatível aos trechos rápidos ou mais travados. Em rotações mais altas não é percebida vibração excessiva e nos trechos travados o bom torque está presente já a partir dos 4 mil rpm, o que dispensa muitas trocas de marcha. A autonomia da moto também surpreende, com a média de 19 Km/l, o que resulta em autonomia que supera com folga os 300 Km de percurso com um tanque de gasolina.

Acerto de fábrica

Encontramos instabilidade provocadas pelo ajuste incorreto (7/7) da pre-carga da mola traseiraEncontramos instabilidade provocada pelo ajuste incorreto (7/7) da pre-carga da mola traseiraPegamos a moto numa tarde sem chuva, coisa rara nesses dias em São Paulo, mas notamos uma grande imprecisão na frente da moto que culminava em grandes desvios de rota durante uma curva. Em resposta ao primeiro comando no guidão para entrar numa curva ela se inclinava muito mais do que seria normal e essa tendência nos indicou que havia algo de muito errado no acerto da suspensão. Pneus gastos não poderia ser porque a moto tinha apenas 5000 Km e eles não apresentavam desgaste que justificasse este comportamento. Respeitando o acerto - de fábrica - que normalmente toda moto de teste traz como padrão, iniciamos os testes, mas fomos verificar as especificações originais para ver o que estava errado nos vários ajustes da suspensão da Versys. Começamos pela frente, na pré carga das molas das bengalas, passando pelo ajuste dos sistemas hidráulicos (clicks) nas duas rodas e acabamos por encontrar a pré-carga do amortecedor traseiro na posição 7 de 7 possíveis, ou seja, no máximo. Isso levantou a traseira e diminuiu o rake (ângulo de ataque) da frente que por consequência diminuiu também a medida do trail. Resultado: a moto andava como um coelho fugindo de uma raposa, dando guinadas extremas induzindo à perda de controle. Voltamos para a posição 5 de 7 (standard) e a moto ficou um doce. Só que aí já havia passado quase metade do teste com o problema apresentado.

Uso urbano 

Torque de sobra é surpreendente e facilita muito no uso urbano Torque de sobra é surpreendente e facilita muito no uso urbanoPercebe-se com clareza que  a vocação urbana da Versys se destaca, apesar do seu grande porte. Ela está realmente "em casa" na cidade. Seu desempenho é tão surpreendente que tem-se a impressão de que ela é mais leve do que realmente pesa. Essa impressão é reforçada pela posição de conduzir muito confortável, com o banco posicionado em altura correta tanto em relação às pedaleiras quanto com o solo. O nível mais elevado do acento do garupa fornece apoio para a base da coluna e funciona bem na aceleração, pois o piloto é empurrado para trás e encontra o apoio, o que permite relaxar um pouco pernas e braços mesmo em aceleração forte.

A agilidade da Versys combina com a forma como ela encara os problemas do piso da cidade. Buracos não são dificuldade para ela e as suspensões, embora duras, absorvem com bastante competência as irregularidades, transmitindo alguma vibração ao condutor, mas mantendo a trajetória e o controle. No trânsito pesado ou congestionamentos é fácil passar entre os carros, mas exige cuidado com o guidão largo. A "pegada" é intuitiva e todos os comandos estão fáceis de encontrar, o que coloca a ergonomia como um ponto de destaque.

Boa ergonomia é outro destaque da Versys, mas o espaço para garupa deixa a desejarBoa ergonomia é outro destaque da Versys, mas o espaço para garupa deixa a desejar

Os freios, cujo ABS é impossível de desligar, são eficientes e bem adequados ao tamanho e potência da moto, mas na traseira o ABS atua bem antes do que seria normal e desejável. Muitas vezes, quando se dá um toque no freio traseiro para correção de trajetória e lá está o ABS em ação. Os faróis são bons e cada um tem a sua própria lâmpada. Esta característica destaca focos distintos entre alto e baixo e ajudam bastante a encarar situações adversas de chuva à noite em estradas movimentadas.

Para garupa o conforto é razoável, mas poderia ser melhor. Por conta da grande aceleração e rispidez da suspensão o garupa sofre com a irreverência do piloto com os obstáculos urbanos. Soma-se a isso o espaço pequeno do banco e encontra-se a receita completa para pouco conforto para ele ou ela.

Uso rodoviário

Nas estradas ela faz valer mais ainda sua aceleração. Em qualquer situação basta apenas uma esticadinha do cabo do acelerador e ela sai com rapidez, segurança e tranquilidade. As suspensões, como na rua, tem grande competência em absorver as irregularidades e manter o controle e a trajetória, mas para isso paga-se o preço de sua rispidez. Porém com os amplos ajustes disponíveis fica fácil diminuir este efeito desconfortável, sobretudo ao garupa, e adequá-la corretamente ao tipo de pilotagem e peso do conjunto piloto/garupa. Em uso rodoviário e rotações mais altas, a moto tem baixo nível de vibração.

A Versys continua oferecendo boa performance na estrada tambémA Versys continua oferecendo boa performance na estrada tambémCom 19 litros no tanque e 19 Km/litro de média ela percorre mais de 300 Km com um tanqueCom 19 litros no tanque e 19 Km/litro de média ela percorre mais de 300 Km com um tanque

Nas curvas seu comportamento é bastante neutro e responde bem aos comandos do guidão. Para viagens longas a grande autonomia permite trechos mais longos, além dos 300 Km entre abastecimentos, uma característica importante para viagens. O pequeno párabrisa já faz diferença nas velocidades mais altas e, abaixando-se um pouco, limpa bem a visão dos respingos da chuva e spray de veículos.

Apesar de pequeno, o párabrisa é eficiente principalmente em velocidades mais altasApesar de pequeno, o párabrisa é eficiente principalmente em velocidades mais altasNas estradas a ausência de bagageiro impõe que seja usado o espaço do garupa para prender a bagagem. Isso significa que se um carona aparecer, surge um sério problema pois não há onde colocar bagagem. Um sistema de malas laterais e um bauleto são as únicas opções.

Em velocidade de cruzeiro o motor fica bastante tranquilo, sem vibração e numa rotação na ordem de 50% da faixa útil do motor em sexta marcha (faixa vermelha em 10.500 rpm). Para uma 650 esse fator é muito importante para se ter uma idéia da vida útil do motor. Girando nessa faixa (entre 5000 e 6000 rpm), esse motor promete viver muito. Entretanto, se quiser ir além e encarar uma "tocada" mais agressiva, ele cresce rápido e chega no limite num instante e com total segurança.

Análise Técnica

Ciclística

O chassi embora feito em aço, lembra muito o da Hornet e também é muito parecido com o da ER6. Até as suas medidas são muito parecidas. Vê-se que as alterações visaram apropriar a moto para terrenos mais acidentados. Passou de 24,5º de rake e 102 mm de trail para 25º e 108 mm respectivamente. Diferença existe também no tipo e curso da suspensão que na Versys é tipo invertida (up side down).

O Chassi da Versys é muito similar ao da ER6, mas tem especificações mais apropriadas a terrenos acidentados. As triangulações lembram as de um chassi de Hornet com o motor fazendo parte da estruturaO Chassi da Versys é muito similar ao da ER6, mas tem especificações mais apropriadas a terrenos acidentados. As triangulações lembram as de um chassi de Hornet com o motor fazendo parte da estrutura

Motor   

Mesma motorização da ER6 também recebeu ajustes para se adaptar ao caráter mais versátil da Versys. A taxa de compressão foi reduzida de 11,3:1 para 10,6:1 e a potência máxima foi reduzida de 72,1 CV a 8.500 rpm para 64 CV a 8.000 rpm e o torque passou de 6,7 Kgf.m em 7.000 rpm para 6,2 Kgf.m em 6.800 rpm. Em números absolutos aparentemente a moto perde em desempenho porque os números parecem mostrar isso, mas não é bem assim. A forma como o motor da Versys entrega a potência com as curvas mais planas de torque e potência aliados ao peso do conjunto é que permite essas formidáveis retomadas. De fato perde para a ER6, mas por muito pouco e adiciona muita facilidade na condução.

Câmbio 

Exatamente o mesmo câmbio, um pouco duro e de curso longo nas mudanças como na ER6. Tem exatamente as mesmas relações primária das seis marchas e da relação final e oferece uma pilotagem mais relaxada do que na ER6. Na Versys a curva de potência mais amigável permite menos trocas de marcha e assim a dureza do câmbio não se faz tão presente, mas ainda incomoda principalmente em baixas velocidades. Ao parar em um semáforo e reduzir até encontrar o neutro, é preciso ficar atento para não errar.

Freios

Na Versys os freios são potentes. São duplos discos em formato de margarida de 300 mm acionados por pinças de pistões duplos na frente e 220 mm com pinça simples também em formato de margarida atrás. O resultado poderia ser melhor, sobretudo pela presença do ABS. A aplicação do ABS no sistema tirou bastante a sensibilidade e aumentou a segurança. No dianteiro a potência é boa e o ABS entra perto do limite de tração sem problemas, mas no traseiro chega a atrapalhar porque entra em ação muito cedo, às vezes evitando até correção de curso numa curva.

Suspensão

Excelente suspensão, ela é completamente ajustável. Apenas poderia ser adicionado o ajuste de compressão, mas para este tipo de moto está de ótimo tamanho. Os acertos originais serviram perfeitamente para a média entre 80 e 90 Kg. O ajuste que veio de "fábrica" (a moto foi retirada na revenda Union Kawasaki) estava errado para a maioria dos pilotos. Porém ao acertá-la ficou excelente.

Acabamento

Painel completo, mas o marcador de combustível é imprecisoPainel completo, mas o marcador de combustível é impreciso

O acabamento é muito bom e digno de uma moto de primeira linha. As peças se encaixam bem, os arremates são perfeitos e os materiais de boa qualidade. A pintura tem boa camada e bom brilho.

Equipamentos

Os instrumentos são bons, de fácil leitura mas já na quilometragem inicial, (5000Km) que pegamos a moto o mostrador de combustível não funcionava. Mostrou tanque cheio quando na verdade estava vazio e quando enchemos mostrou vazio e assim ficou até o fim do nosso teste. Sentimos falta também de um bagageiro para acomodar bagagem.

Opinião dos Motonliners - Guaratinguetá, São Paulo

  • Cláudio Metri Kalil, arquiteto e pecuarista, 51 anos anda de moto a 33 anos tem hoje uma suzuki DL 1000 Vstrom 2007
  • Alexandre Pieroti Lourenço, 38 anos funcionario publico, anda de moto a 25 anos tem hoje uma yamaha lander 2007 e uma suzuki DL 650 Vstrom 2010. Sua namorada Isabel, tem uma Yamaha YBR 125 Factor e anda na garupa do Alexandre quase todo fim de semana.
  • Mario Baptista de Castro Netto, empresário, 59 anos anda de moto a 47 anos e tem hoje uma Yamaha Lander, uma DL 650 Vstrom, e um quadriciclo foutrax Honda 1999.

Ficha técnica

Motor

4 tempos, 2 cilindros paralelos, arrefecimento líquido

Cilindrada 649 cc
Diâmetro x curso 83,0 x 60,0 mm
Taxa de compressão 10,6:1
Sistema de válvulas DOHC, 8 válvulas
Potência máxima 47 kW (64 CV) / 8.000 rpm
Torque máximo 61 N·m (6,2 kgf·m) / 6.800 rpm
Sistema de combustível Injeção eletrônica
Sistema de ignição Bateria e bobina (ignição transistorizada)
Sistema de partida Partida elétrica
Sistema de lubrificação Lubrificação forçada (cárter semiúmido)

Transmissão

6 velocidades

Relação de redução primária 2,095 (88/42)
Relação da 1ª marcha 2,438 (39/16)
Relação da 2ª marcha 1,714 (36/21)
Relação da 3ª marcha 1,333 (32/24)
Relação da 4ª marcha 1,111 (30/27)
Relação da 5ª marcha 0,966 (28/29)
Relação da 6ª marcha 0,852 (23/27)
Relação de redução final 3,067 (46/15)
Sistema de embreagem Multidisco, em banho de óleo

Chassi

Tipo Diamond em aço de alta elasticidade

Rake / Trail 25° / 108 mm
Suspensão dianteira Garfo telescópico invertido de 41 mm com retorno e pré-carga da mola ajustáveis
Suspensão traseira Monoamortecedor com retorno ajustável em 13 níveis e pré-carga da mola ajustável em 7 níveis
Curso da suspensão dianteira 150 mm
Curso da suspensão traseira 145 mm
Pneu dianteiro 120/70ZR17M/C (58W)
Pneu traseiro 160/60ZR17M/C (69W)
Freio dianteiro Disco duplo de 300 mm em forma de pétala, pinça com pistão duplo
Freio traseiro Disco simples de 220 mm em forma de pétala, pinça com pistão simples
Ângulo de direção(esq. / dir.) 35° / 35°

Dimensões

Comp. x Larg. x Alt. 2.125 mm x 840 mm x 1.330 mm
Distância entre eixos 1.415 mm
Distância do solo 180 mm
Altura do assento 845 mm
Capacidade do tanque 19,0 litros
Peso em ordem de marcha 206 kg / 209 kg (ABS)

Consumo

Trecho Km percorrido Consumo (litro) Km/litro
Uso Urbano / Rodovia 252 13,56 18,63
Uso Urbano / Rodovia 161 8,19 19,19
Descida de serra 175 7,61 23,00
Rodovia 242 12,15 19,94
Total / média 1075 54,24 19,83

Avaliação Motonline

Disponivel em preto metálico, a Versys posiciona-se no mercado junto com a Yamaha XT660, Suzuki DL 650 e BMW F 650 GS. Seu preço médio (Fipe) é R$ 34.753,00. Em resumo, é uma motocicleta bem posicionada em seu segmento com preço e qualidade compatíveis. Para um uso estritamente em asfalto a moto está em casa e com pouco investimento em bolsas e/ou bagageiro fica bem apropriada para viagens também. Seu diferencial é a aceleração e autonomia para mais de 300 Km.

Galeria de fotos

Obs.: Para facilitar a discussão sobre esse assunto, criamos um tópico no fórum para os motonliners. Clique aqui para acessar o tópico.

Fonte Motonline

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

Yamaha Motos comemora 50 anos de participação em competições

 

Yamaha Motos comemora 50 anos de participação em competições no Mundo

A maioria dos motociclistas estradeiros não curtem muito as novidades sobre motociclismo de competição de corridas. Mas essa notícia é uma homenagem a Yamaha.

A Yamaha vai comemorar os seus 50 anos nas competições do Campeonato do Mundo de Motociclismo esta temporada. Os pilotos Jorge Lorenzo e Bem Spies irão apresentar um emblema comemorativo do aniversário da marca nas suas motos e equipamentos.

No circuito do Japão estarão mais uma vez na pista o modelo YZR 500 (OW20) de 1974, a primeira Yamaha 500 de fábrica e a YZR 500 (OW35K) de 1978. Já no Grande Prémio da Holanda as Yamaha YZR M 1 de Lorenzo e de Spies apresentarão uma decoração exclusiva, para assinalar o cinquentenário.

A fabricante nipónica começou a disputar o campeonato do mundo de Motociclismo no Grande Prémio de França em 1961.

Fonte: RockRiders.com.br

 

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lavando a moto em casa

Moto suja se lava em casa

 
 


Deixe de ser preguiçoso e lave você mesmo a moto: é melhor e mais econômico

Texto e fotos: Geraldo Tite Simões

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Ê, domingão de sol, perfeito pra um rolê de motoca e... ela está toda suja. Muitos motociclistas nunca tiveram a curiosidade de lavar sua moto, simplesmente levam a uma oficina, ou lava-rápido e ficam felizes da vida. Cuidado! Existe uma mania nacional de lavar moto com água pressurizada, pulverização de querosene ou água quente. Esqueça tudo isso, arregace as mangas e vamos ao trabalho.

Primeiro de tudo, saiba que moto não é carro, por isso o que serve nos carros não funciona para as motos. Aquele festival de jato de água não faz mal ao carro porque ele tem carroceria cobrindo o motor, freios, cabos etc. Na moto, mesmo feita para suportar as intempéries, devemos proteger suas partes, digamos, íntimas. Todo mundo já viu o festival de cabos e fios que passam de um lado para outro. Quando a moto recebe um jato de água pressurizado, a umidade penetra nos chicotes elétricos e pode provocar o maior curto circuito. Por tudo isso, sei que vou entristecer muita gente, mas motos, a exemplo dos adolescentes, NÃO gostam de tomar banho!

Da mesma forma, muitos componentes móveis da moto são protegidos por anéis de borracha (os chamados o-rings), que estão na corrente e juntas como balança, pedal de câmbio e outros. Ao mandar um jato de querosene por cima de tudo, (ou qualquer outro solvente), estas borrachas sofrem um ressecamento e irão rachar, perdendo a capacidade de vedar a entrada de sujeira ou permitindo o vazamento de óleo. A água quente elimina a lubrificação de muitas peças móveis, sobretudo rolamentos e a corrente. Aliás, esta é a maior vítima do excesso de lavagem.

O pior de tudo, mas pior mesmo, que dá vontade de matar o desgraçado que lavou a moto, é o maldito querosene no disco de freio. O querosene é um solvente que leva óleo na sua composição. Caso alguém ainda não saiba, o óleo é um excelente redutor de atrito e os freios vivem de atrito. Eles são que nem sogras: adoram atrito! Se a gente melecar o disco de freio com querosene, na primeira frenagem a meleca vai impregnar as pastilhas e você terá nas mãos uma moto sem capacidade de frear nem pensamento. Sabe o que vai acontecer? Você terá de desmontar a roda, retirar as pastilhas e lixá-las até sair todo o querosene. Ou então ficar uma semana rezando para ninguém entrar na sua frente. Sei que muito féladamãe pulveriza querosene com aqueles compressores amarelinhos que não vou citar a marca. Fuja destes caras, porque eles devem ter convênio com o ortopedista da cidade.

Bão, procure um local abrigado do sol e prepare seu kit-banho-na-motoca, composto de: óculos de proteção (sim, você não quer ser um motociclista zarolho), luvas cirúrgicas (não tem coisa que detona mais a mão do que lavar motos), pincel macio, uma vasilha, a lata de querosene (êpa, como assim? Sim, você pode usar querosene em ALGUMAS partes da moto) ou os produtinhos desengraxantes novos que lançaram no mercado e que não vou dizer a marca, um balde, panos, esponja e a mangueira.

Aquele papo de que jogar água fria no motor quente trinca o bloco é balela, senão todas as motos de enduro e rally teriam partido ao meio cada vez que o piloto atravessasse um rio. Mas espere o motor esfriar antes de jogar água só para não ficar aquele vapor fedorento na sua cara.

Comece pincelando querosene nas partes onde normalmente grudam as sujeiras mais renitentes, como a parte debaixo do motor, nas áreas onde respingam óleo de corrente (sem molhar a corrente com querosene), por baixo dos pára-lamas (que ficam respingados de asfalto derretido), cárter, balança traseira, bengalas, roda traseira (sem atingir o disco ou cubo de freio), raios e bloco do motor. Logo depois jogue água com a mangueira, sem pressão, só para retirar o querosene.

Derreta um pouco de sabão de côco no balde com água até fazer espuma. Megulhe a esponja (não use aquela de dupla face porque risca os cromados) na água e ensaboa a bichinha toda (a moto, a moto!!!), até ela ficar toda coberta de espuma. Comece sempre de cima para baixo, da parte mais limpa para a parte mais suja. Enxágüe com cuidado, sem pressão, até sair todo sabão. Nas motos com escapamento saindo por cima, tome o cuidado de cobrir a saída para evitar a entrada de água. O banco pode ser esfregado com uma escova de cerdas macias, principalmente se for colorido (azul, amarelo, vermelho). Tire todo o sabão.

Antes de enxugar com um pano macio (as fraldas de pano, ou camisetas velhas são excelentes), balance bastante a moto pra frente e pra trás para tirar o excesso de água que fica acumulado em pequenas “conchas”. Destape o escapamento e ligue o motor só por uns 30 segundos para tirar a umidade. Enxugue principalmente as partes cromadas para evitar a formação de ferrugem. Comece de cima para baixo e depois de tudo sequinho, volte a ligar o motor por uns 2 minutos só pra secar tudo direitinho.

Depois vem as frescuras básicas: polimento e cera, mas só a cada dois meses, para não “gastar” as partes pintadas e cromadas. Nas peças cromadas use limpa prata, com cuidado de usar esponja para espalhar a cera e estopa ou algodão para tirar o excesso e dar brilho. Nas peças de plástico, use cera à base de silicone para não ressecar. No tanque pode-se usar cera automotiva. Mas um aviso: eu não recomendo o polimento do tanque (nem encerar o banco) porque fica tudo mais escorregadio do que uma tilápia ensaboada. Com a moto toda lisinha, se tiver de frear forte, você não terá como se segurar e corre sério risco de bater com os miúdos no tanque e fazer ovos estalados. Nas motos esportivas é pior ainda, porque nas frenagens o peso do corpo é transferido para as pernas vira a maior escorregação em cima da moto.

Mais dicas:

  • Nunca, jamais, never, passe produtos químicos nos pneus, o famoso “pneu pretinho”, porque pneu já é preto e a química resseca a borracha.

  • Não lave a moto em cima de plantas, tadinhas, elas morrem de asfixia com o querosene.

  • Após a lavagem (ou lavação), lubrifique a corrente com graxa branca e também lubrifique o cabo de embreagem com óleo fino.

  • Cuidado nas primeiras frenagens porque o sistema de freios estará molhado e frio.

  • Lave a moto em intervalos maiores de 15 dias, melhor ainda a cada 30 dias.

  • Aproveite a lavagem para verificar o desgaste de peças, checagem das lâmpadas e regulagens diversas.

  • Os mais frescos podem retirar o tanque e banco, mas não jogue água nestas partes, limpe apenas com pano úmido.

Fonte motonline

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

MInha vida numa moto: Cantando na chuva

Minha vida numa moto: Cantando na chuva!

Uma coisa que guerreiros e motociclistas têm em comum é que ambos devem ser imunes ao tempo. Calor, frio ou chuva; os dois precisam aprender a prever e superar. Na minha vida em uma moto eu aprendi a olhar o tempo, planejar o caminho e cuidar da segurança. Sun Tsu, grande general chinês já dizia que um bom guerreiro precisa dominar vários fatores: o terreno, o tempo (clima), o inimigo e a si mesmo. Se você consegue fazer isso dificilmente terá problemas numa empreitada.

 
 
Hoje com o advento da internet e com os celulares conectados tudo ficou mais fácil. Uma dessas facilidades está relacionada a poder conhecer o trajeto e suas alternativas, o clima e o estado das estradas. Uma pequena consulta ajudará a não pegá-lo desprevenido. O Brasil é um país continental e temos regiões com micro-climas e relevos peculiares, não conhecê-los pode trazer problemas. Há regiões onde existem duas estações - a de chuvas e a de sol. Em outras temos as quatro estações onde inverno não quer dizer chuva e verão nem sempre tem sol.

Uma das coisas que costumo fazer é consultar o tempo e o trajeto a percorrer antes de sair. Isso vai determinar a melhor roupa a usar, a postura da pilotagem e até qual moto escolher. Quando vejo que tem chuva eu já saio de casa preparado para o encontro com as águas, lama e pista escorregadia. Uma boa roupa de plástico é fundamental para evitar que tome um grande banho. Lembre-se que esta roupa protege a roupa de baixo apenas da chuva. Portanto, quando comprar pegue o número que consiga cobrir a sua jaqueta. Existem jaquetas de cordura e/ou tecidos impermeável ou com tratamento contra água, mas nenhuma delas aguenta muita chuva por muito tempo. Somente as capas plásticas são realmente impermeáveis. A roupa do piloto deve ser a mais impermeável possível. Prefira botas de cano mais alto (impermeáveis) e deixe a calça por cima. Por a calça por dentro é chamar água pra dentro da bota.

Seguindo o conselho dos meus amigos para ter uma moto para uma coisa e outra moto para outra coisa eu descobri que em dias de chuva as motos off-road são a opção mais segura. Motos custom e esportivas devem ficar em casa, pois você irá precisar de toda aderência que puder.

Uma vez ao sair de casa, no caminho do trabalho, vi que iria começar a chover. Pego de surpresa decidi imediatamente entrar em um posto e fui me vestir. Enquanto isso fiquei de olho no asfalto. O asfalto carrega várias sujeiras que só aparecem com a chuva, dentre elas estão o óleo, graxas, poeira e terra; e uma espécie de salmoura que fica na pista na forma de uma espuminha branca. Ligue-se nisso, pois sair na chuva logo que ela começa e não esperar um pouco para 'lavar o asfalto' pode determinar se o risco de 'comprar-chão' será maior ou menor. Minha dica, que sempre deu certo foi - pare imediatamente e troque de roupa. Espere uns 15 minutos dependendo da intensidade da chuva para voltar a rodar. Deixe o asfalto lavar um pouco e que aquela espuminha diminua.

Quando decidir ir para a estrada com chuva tome o cuidado de guardar em uma saco plástico celulares e documentos, mesmo que possua um baú. Use o farol alto e pegue a pista do meio e vá acompanhando a trilha deixada pelo sulco dos pneus dos carros. Procure ficar longe do spray e lembre-se que frear na chuva é algo bastante complicado.

Se estiver na estrada e puder evitar andar na chuva, será bem melhor, pois a sua visibilidade será menor e a dos outros veículos também. Lembre-se que o desconforto da chuva ou o frio ajudam a perder a concentração. Mas se não tiver jeito - andar na chuva requer mais alguns cuidados:

  

Na cidade evite o canto interno das curvas, pois é lá que junta toda a sujeira que a chuva varre, é por onde circulam os veículos pesados, que geralmente vazam óleo diesel e combustíveis os quais são um verdadeiro 'sabão', especialmente quando molhados. Cuidado com as poças d'água! Evite-as! Geralmente elas escondem buracos que podem provocar quedas ou um indesejado aquaplane. Tanto na cidade quanto na estrada ande sempre atrás das rodas do veículo à sua frente (prefira veículos pequenos) - esta dica também vale para pista seca!

Na chuva, se puder, diminua a pressão dos pneus, quanto mais superfície de contato na pista mais seguro estará. Diminua até oito libras, mas lembre de voltar a calibrar quando parar a chuva (deixe a preguiça de lado). Frear na chuva ou em pista molhada exige alguns cuidados. A pressão que se exerce no manete do freio quando está seco não deve ser o mesmo nas condições molhadas. Quando você carrega mais pressão, ele seca rapidamente e pode causar o bloqueio da roda (alicatar) e nesse caso, é 'chão' na certa! Freie com cuidado e com calma mesmo nas condições mais adversas.

Uma dica importante é reduzir a velocidade em 40% em relação a que você normalmente andaria naquela estrada, isso vai ajudar a melhorar a relação de frenagem da moto. Onde eu moro, no inverno costuma ter nevoeiros. Deixe para sair quando ele se dissipar. Sair sob nevoeiro forte ou fraco aumenta o risco de tomar uma batida por trás, pois as luzes traseiras das motos são muito pouco visíveis nestas condições. Se tiver o recurso do pisca-alerta use-o mesmo na cidade e repito - na chuva use o farol alto, pois você é quem precisa ser visto.

  


Na chuva o capacete costuma embaçar a viseira. Se vai sair na chuva, existem dois macetes que podem ajudar. Se não tiver uma boa cera, pingue uma gota de óleo (de cozinha ou azeite) com uma flanela seca e limpa pelo lado de dentro e realize o mesmo procedimento pelo lado de fora. Vai ajudar a reduzir o embaçamento e manter o excesso de água longe da viseira. Tente nunca levantar a viseira totalmente. Se entrar um esguicho de água direto no seu rosto pode te cegar temporariamente e aí...

E por último um alerta precioso: Cuidado com as faixas divisórias de pista! Esta faixa que divide as pistas é sempre em alto relevo por ter uma camada de tinta mais grossa e andar sobre ela às vezes desgoverna a moto, portanto sempre segure firme seu guidão quando estiver sobre ela. Se a pista estiver molhada, o cuidado sobre esta faixa deve ser muito maior, pois esta tinta para brilhar a noite é feita com micro-esferas de vidro e o vidro molhado é altamente escorregadio. Por favor, sobre elas, NUNCA TRACIONE! E ao entrar em postos de combustível procure entrar com todo o cuidado. Caminhões e carros sempre deixam cair óleo e graxas nos primeiros 10 metros a partir da entrada do posto. Escolha um lugar seguro e com atrito para parar. Isso vai evitar tomar um tombo bobo na frente de todo mundo. Nunca esqueça que a gente sempre leva um tombo desses quando tem muita gente olhando.

A propósito, o Comendador Sucupira, meu saudoso avô, quando chovia em Fortaleza, Ceará (sim, lá também chove!) era dia no qual ele deixava a bicicleta em casa e calçava suas galochas, abria o guarda-chuva, colocava o capote e pegava o caminho até o trabalho. Dizia ele que bicicleta em dia de chuva só tinha um incômodo: -"Deixava um rastro nas costas do paletó..."

Este é um pouco da minha vida numa moto. Semana que vem a gente fala de capacetes. É uma das poucas situações onde ter a 'cabeça-dura' faz toda diferença. Até lá!

 

Luis Sucupira

Vice-Presidente MC Guerreiros do Sol / Editor de Conteúdo Fórum PCs. Brazil Riders (24) 9844-6046 Skype luis.sucupira.neto

Fonte motonline

TRILHADOS M.C

Marcellus Luiz

Vice presidente

Minha vida numa moto - o supermercado

Minha vida numa moto - o supermercado

Amigos e irmãos motociclistas, um belo dia desses estava este missivista a dialogar com o Harada e o Paulo Couto sobre como viver em duas rodas e eles acharam interessante falar como seria a vida de quem faz tudo de moto. Com já havia dito eu deixei de usar carro há alguns anos, mas precisamente, há três deles, por pura opção e filosofia. Eu queria ver como seria viver apenas usando moto.

 
 


Outra dica que eles me deram e que adotei foi a de que você precisa de uma moto para uma coisa e outra moto para outra coisa. Estavam certos. Enfim, a minha ideia é escrever sobre isso - as aventuras e desventuras de quem faz tudo numa moto - pelo menos, quase tudo.

Comecemos por algo bem simples - fazer supermercado. Como moro só as funções de profissional e dono de casa se acumulam e ir ao supermercado é uma delas. Para quem anda de moto a feira pode vir a ser um grande problema. Nesta coluna eu vou explicar como eu faço para me virar. Antes de tudo é importante separar o que é "essencial", "importante" e "acidental". Explico: "Acidental" são aqueles itens que você pode comprar depois, que podem aguardar. "Importante" são aqueles itens que precisam ser comprados, mas não agora; ou que podem ser comprados via telefone e "essencial" são aqueles itens que se você não comprar não tem o que comer ou não lava a roupa e nem limpa a casa.

Descobri que usando a Poposuda e seus baús (3) e mochila de apoio eu consigo, numa única ida, comprar mantimentos para 15 dias. Isso me ajudou a evitar desperdício de comida, pois, para quem mora só alguns itens acabam vencendo. A vantagem é que quando chego a casa eu só faço retirar os baús e os levo e lá eu os esvazio. O velho carrinho de compras serve apenas pra isso. Os baús voltam para o guarda-volumes da casa e as compras seguem para o armário. Quanto à "sagrada cerveja" ela fica na categoria dos "importantes" e pode ser adquirida já gelada diretamente de um depósito aqui perto que me traz água e refrigerantes, o qual também adquiro pelo telefone e sem taxa de entrega. A carne também é pedida por telefone. Primeiro faço uma visita ao açougue para mostrar a cara e conhecer a qualidade do produto, faço amizade com o entregador (que também é usuário de moto) e levo o primeiro pedido. Na segunda peço por telefone e ela chega bem legal e ainda rola um papo com o entregador sobre motos e equipamentos de segurança.

Mas se eu desejar algo "acidental"? Digamos que um vinho com alguns queijos e algumas especiarias. Você programa uma nova ida, só que desta vez irá a uma loja especializada e lá escolhe, compra e trás para casa. Nenhuma dessas ações mudou a originalidade da moto. Para pequenas compras, dessas que cabem na mochila, quem vai passear no super é a caçula - a XR200 que uso para fora-de-estrada. Parece um bicicletinha, mas é muito levinha e gostosa de andar.

Mas e quando saímos para uma cerveja? A solução é não ir de moto. Vá de "angélica" (taxi) ou a pé. Beba sem preocupação com o bafômetro e muito menos, quando voltar, se o seu carro não foi roubado ou amassado. De novo a dica é escolha um taxista que sempre está disponível e tenha um plano B. Quando não pinta carona, o taxi é extremamente mais cômodo e menos arriscado do que beber e pilotar. Confesso que não sinto falta de carro. Às vezes nas quais eu realmente preciso dele são tão poucas que nem vale a pena ter um e as despesas que gera rodando pouco não compensam para mim.

Eu me lembrei do meu avô - o saudoso Comendador Sucupira - que andou a vida toda de bicicleta e ônibus e nunca teve habilitação (e ainda assim foi presidente do sindicato dos motoristas profissionais do Ceará), criou 11 filhos e casou duas vezes. Ainda me lembro de uma matéria do jornal O Povo no Ceará que trazia na manchete "Sucupira passa dos 'oitenta' a pé." E olha que o cara era professor, jornalista, governador, deputado federal e imortal da Academia Cearense de Letras - contemporâneo da Raquel de Queirós. Ufa! E sempre andava a pé ou de bicicleta. E por falar em bicicleta um fato interessante aconteceu com ele (mais um de muitos bem engraçados). No dia da posse como Interventor (governador à época) a comitiva atrasou e ele resolveu ir de bicicleta assumir o Governo do Estado sob os protestos da Dona Nilda - sua esposa amada. Chegando lá o militar chefe da segurança não o conhecia e o prendeu sob a alegativa que o "governador não anda de bicicleta". Minutos depois, meu ainda avô preso na guarita junto com a bicicleta, chega o chefe da segurança junto com a comitiva e aos berros pede desculpas ao "governador". O militar desmaiou quando descobriu que tinha prendido o Governador do Estado. Meu avô depois de socorrer o rapaz ainda o nomeou para ser da sua segurança. Ah! A feira da casa do vovô era feita via carro de frete. Dizia ele que ainda tinha gente para ajudar a descarregar tudo.

Então, se dá para fazer tudo isso numa moto, por que não dá para fazer uma feira? Essa é uma parte da minha vida numa moto. Semana que vem a gente trata do tema "Minha vida numa moto: Cantando, na chuva!". Até lá.

Luis Sucupira

 

Fonte motonline

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Marcellus Luiz

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