terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Respeito da Problemática: “Hospedagem em Currais Novos” (Publicado na Revista Moto Clubes)

Pessoal:

 

E se em vez de ficarmos reclamando ao vento,

 

E se em vez de ficarmos nos questionando o quão grande foi o aumento de valor de um ano para o outro,

 

E se em vez de ter que nos submeter a uma hospedagem ruim por um preço alto,

 

(...)

 

E se nós fizéssemos uma forte e abrangente campanha dentro de nosso meio em prol do boicote total a esses hotéis e pousadas? Dada as circunstâncias, nada mais justo, não?! Aposto que, tendo esse boicote obtido sucesso, no ano seguinte a realidade no tocante a valores de estadias seria bem diferente. Em vez de lucrar horrores à nossas custas os proprietários desses estabelecimentos iriam amargar uma triste e vergonhosa receita nula. Após o “zero” em seus caixas ao fim dos dias de festa, nas edições seguintes desses eventos eles saberiam respeitar (e bem!) a nossa nobre espécie, e saberiam taxar seus serviços com valores nem caros nem baratos, mas com valores justos.

 

Se a única parte prejudicada por essa exploração somos nós, motociclistas, então por qual motivo não nos unimos para impedir essas práticas de taxações com preços abusivos, que por diversas vezes e em várias cidades de eventos grandes nós fazem de vítimas “indefesas”?! É claro que podemos nos unir para esse fim. É só fazer o boicote.

 

No meio dessa discussão é preciso que saibamos e que deixemos bem claro que quem faz a festa somos nós, que vamos até a cidade prestigiar a festa carinhosamente organizada para nos receber. Sem nós na cidade, com toda certeza, não haveria motivo para aumentos abusivos de preços, pois não haveria toda a movimentação que estamos acostumados a provocar. Quem lota os hotéis, pousadas, motéis e casas para locação no dias do evento também somos nós. Só nós!

 

Não devemos deixar de ir para o evento – longe disso, pois os organizadores não têm culpa. Devemos deixar de ir para esses hotéis! Tenho certeza de que o que deveria ser feito, pelo menos a única coisa que podemos fazer com relação a esse problema, era uma forte campanha em nível regional com o intuito principal de fazer com que nenhum dos irmãos motociclistas fizesse uso de qualquer um dos serviços desses hotéis, até mesmo de seus restaurantes e áreas de lazer, como também não fizesse uso dos serviços de quaisquer outros estabelecimentos comerciais que viessem a praticar preços abusivos nos dias que decorrem os eventos motociclísticos que tanto gostamos.

 

O problema, a meu ver, é que enquanto eu e meus amigos não temos R$ 200,00 para pagar em uma hospedagem de qualidade duvidosa, outros motociclistas o fazem sem reclamar, e quando menos esperamos aquele hotel que pratica preços altos e injustos encontra-se completamente lotado. Na real mesmo até temos esse montante – O que não temos é a coragem de pagar um valor incompatível com o serviço prestado – O que não temos é a falta de senso de nos deixar ser explorados por um “espertalhão” qualquer.

 

As nossas motos valem cada centavo que nos custaram. Os nossos equipamentos também. Mas se tem uma coisa que não vale R$ 200,00 é uma diária em um hotel meia boca. Isso daí, caros amigos, não vale não!

 

Eu me sinto sim prejudicado com esses preços. É claro que sim, pois eles são realmente abusivos! Em vez de reclamar ou de procurar respostas para um aumento tão grande, em vez de ligar para o hotel em questão para tentar mendigar um desconto generoso, eu vou amarrar a minha barraca ao bauleto da minha Honda Falcon, alocar o colchão inflável na mala de tanque, jogar um lençol e uma toalha em meio às minhas roupas e rumar para Currais Novos, para curtir um dos maiores e mais bem organizados eventos motociclisticos de nossa região. Essa foi a melhor forma que eu e meus companheiros de estrada encontramos para burlar a exploração hoteleira em cidades interioranas que sediam grandes eventos motociclísticos. E nesse hotel aí, o Tungstênio, nunca em minha vida eu vou me hospedar. NUNCA MESMO!

 

No ano passado nós do Trilhados M. C. – Mossoró/RN, quando ainda não possuíamos barracas de camping, nos hospedamos na cidade de Acari, na Pousada Gargalheiras, às margens da barragem. Apesar do pequeno inconveniente da distância de 35 km que separa Acari de Currais Novos a hospedagem foi bacana e o preço bastante justo. Taí uma dica para aqueles que não são adeptos de barracas: Procurar abrigo em cidades vizinhas.

 

Apenas a união entre motociclistas pode mudar essa realidade. Apenas a UNIÃO! Se esses hotéis e pousadas que praticam preços abusivos permanecerem lotados durante os eventos nada vai mudar. Ao contrário: A tendência é que a nossa “brincadeira” fique mais onerosa ano a ano.

 

Paz na estrada e Deus no coração, irmãos!

 

Sem mais para o momento!

 

Até Currais Novos!

 

Éder Negreiros Barbosa

Trilhados Moto Clube – Mossoró/RN - www.trilhados.com

esspiao@hotmail.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

I – Irom Butt da Irmandade. Mais de 1.600 km de Pura Parceria!

Nos dias 04 e 05 de abril de 2009 Ciro, Erivandro e Doryan estarão deixando Mossoró com a intenção de concluir o Irom Butt. Eles rodarão uma distância superior a 1.600 km no curto prazo de 24 horas.

Outros motociclistas ainda estão por confirmar a participação nessa aventura. Por hora apenas os dois citados estão confirmados (e já se preparando!).

Desejamos boa sorte a boa viagem à todos. Que Deus os proteja!

Sem mais para o momento.

Fiquem com Deus!

Éder Negreiros – Esspiao (esspiao@hotmail.com)

.

Trilhados M. C. – Mossoró/RN

www.trilhados.com

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Passeio Até Baraúna P/ Churrasco Junto a Amigos Motociclistas (Viagem Oficial!)

O passeio a Baraúna (vide: http://trilhados.multiply.com/calendar/item/10140/10140?replies_read=16 ), a convite/intimação do amigo Jean Santiago RN-015, é declarada por Éder Negreiros, Vice Presidente do Trilhados Moto Clube, como Viagem Oficial.

 

Levem comida, bebida, câmera, pilhas carregadas, roupas de banho e redes.

 

Para maiores informações, a cerca das bebidas e comidas, favor procurar Jerfferson Pherrugem.

 

Sem mais para o momento.

 

Fiquem com Deus!

 

Éder Negreiros – Esspiao (esspiao@hotmail.com)

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Trilhados M. C. – Mossoró/RN

www.trilhados.com

 

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Passeio pelas praias de Cristóvão e Ponta do Mel




Passeio realizado sábado, 07 de fevereiro de 2009, pelos trilhados Marcellus, Marcelo Asa e Jerfferson, em companhia do aspira Alan Cadeirudo.

Fotos by Jerfferson Ferrugem e Marcellus "Lobo do Asfalto".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Roteiro para a viagem de Currais Novos

Partiremos de Mossoró (A), faremos uma rápida parada em São Rafael (B) e seguiremos até Currais Novos (C).

Distâncias: (A) 100 km (B) 100 km (C) - Total 200 km

Detalhes acerca da partida:

--- 1º Comboio ---
Data: 13/03/2009 - Sexta
Horário: 14 horas
Local: Posto Imperial

--- 2º Comboio ---
Data: 14/03/2009 - Sábado
Horário: 5 horas
Local: Posto Imperial

Para mais detalhes, clique aqui.

 

Jerfferson Ferrugem
pherrugem@gmail.com

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Niver Aninha e Noivado do Casal Esspião

Desligamento de Membro do Moto Clube – Sebastião Vasconcelos

Sebastião Vasconcelos comunicou no dia 03 de fevereiro de 2009 o seu desligamento do Trilhados Moto Clube. Para tal ele alegou motivos pessoais.

 

O comunicado foi feito através de ligação telefônica. Ele procurou o nosso Presidente, Ciro Sabino, para comunicar a sua decisão.

 

Sendo assim, no dia 03 de fevereiro de 2009 fica desligado do Trilhados Moto Clube o senhor Sebastião Vasconcelos.

 

Sem mais para o momento.

 

Fiquem com Deus!

 

Éder Negreiros – Esspiao (esspiao@hotmail.com)

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Trilhados M. C. – Mossoró/RN

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Niver VIP - Ana Laurentina, a Srta. Esspiã

A cada manhã a vida renasce em trazendo novas emoções, surpresas, alegrias e até lágrimas.

Que você saiba transformar suas pedras em flores e que o seu caminho se torne cada vez mais repleto de sucessos e felicidades!

Feliz Aniversário

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lista de Feriados 2009

Legenda:

 

     - Véspera de feriado      - Feriado Nacional      - Feriado Estadual      - Feriado Municipal      - Não é feriado local

 

01/01/09               quinta-feira            Confraternização Universal

23/02/09               segunda-feira         Carnaval

24/02/09               terça-feira              Carnaval

25/02/09               quarta-feira            Cinzas

09/04/09               quinta-feira            Quinta Santa

10/04/09               sexta-feira              Paixão de Cristo

21/04/09               terça-feira              Tiradentes

01/05/09               sexta-feira              Dia do Trabalho

11/06/09               quinta-feira            Corpus Christi

13/07/09               segunda-feira         Constituição Brasileira

07/09/09               segunda-feira         Independência do Brasil

30/09/09               quarta-feira            Libertação dos Escravos

03/10/09               sábado                   Mártires de Cunhaú e Uruaçu

12/10/09               segunda-feira         Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil

02/11/09               segunda-feira         Finados

15/11/09               domingo                Proclamação da República

20/11/09               sexta-feira              Zumbi/Consciência Negra

13/12/09               domingo                Santa Luzia

24/12/09               quinta-feira            Pré-Natal

25/12/09               sexta-feira              Natal

31/12/09               quinta-feira            Pré-Confraternização Universal

 

Ao todo serão:

10 Feriados na Seg/Sex

6  Feriados na Ter/Qui

Total: 16  Feriados (em dia útil)

Não deixe para o próximo ano o que você pode fazer neste!

 

Informações colhidas com Jailson Costa

 

Sem mais para o momento.

 

Fiquem com Deus!

 

Éder Negreiros – Esspiao (esspiao@hotmail.com)

Trilhados M. C. – Mossoró/RN

www.trilhados.com

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[Relato] HD Sportster 883 - Test-drive de 2000 km

Ae Kamerads: 

Eu comprei a minha amada, idolatrada, salve, salve sportster 883 Custom em julho passado e somente tive a oportunidade de viajar, em setembro, para Pitanga. foi um passeio curto, só prá acostumar com a motoca. 

Neste mês de janeiro, aproveitado que a D. Russa também estava de férias, saímos, sem pressa rumo ao sul de Minas Gerais. Vou dividir esse relato em três partes, a moto, o percurso e as minhas impressões sobre a máquina. Tirei poucas fotos com o celular, pois estava sem uma máquina fotográfica decente. 


A moto: 
Quando comprei a moto, ela já veio equipada com suspensões traseiras PS, escapes esportivos e Sissy-bar escamoteável. Comprei apenas um par de alforjes novo e uma bolha grande, estilo Chips. 

Retirei o encosto do sissy-bar o no seu lugar, coloquei o baúleto com encosto, instalei os alforjes, o banco origina, uma antena corta-pipasl e a bolha grande (no dia a dia uso uma mini-bolha e um banco esportivo). Depois instalei um par de almofadas GelSeat, modelo novo, para que pudesse também testá-los. 

A 883 na configuração dia-a-dia: 
 

A 883 com o banco original mais as almofadas GelSeat novas: 
 

A 883 vestida para viagem (foto tirada em Cambuquira-MG) 
 

O percurso: 

Como não tinhamos pressa, optamos por sair sempre um pouco mais tarde, entre 8 e 10 h da manhã, o que se revelou uma boa estratégia, pois nesse horário a maioria dos caminhões já ia longe e o tráfego nas rodovias era geralmente bem mais tranquilo. 

Partimos de Curitiba na segunda, 12/01/09, às 9 h, tocamos até Registro/SP e um pouco adiante pegamos a Serra de Juquiá. Nesse trecho, tentei acompanhar um casal que estava numa VStrom, mas o cara era mais bração que eu, eheheh... passei-o e fui embora, seguindo para Sorocaba, depois Itú e finalmente, Atibaia, lá pelas 16 h. A minha idéia era tocar direto até Pouso Alegre, mas a D.Russa começou a reclamar do cansaço de modo que arranjamos um hotel, tomamos banho, passeamos um pouco pela cidade, jantamos, fizemos séquiço e fomos dormir, eheheh... 

Na terça, reabasteci a moto saímos lá pelas 9 h, pegamos a Fernão Dias e tocamos direto por Pouso Alegre (o Jota tem razão...ô cidadezinha desinteressante, eheheh) e almoçamos e Santa Rita do Sapucai. Depois, tocamos para Pedralva e daí até São Lourenço. Acomodamos nossas coisas no Hotel Termo-não sei-o-que (meia boca, mas barato - R$ 65,00 a diária por casal, com café da manhã), e fomos direto para o Parque das Águas, "lavar a poeira da estrada". Um bom banho de imersão em águas quentes sulforosas, que tirando o cheiro de peido desse tipo de água, nos fez muito bem... só achei caro (R$ 20,00 por pessoa. Nas Termas de SC, Gravaltal e Pirinópolis, um banho desses custa entre R$ 3,00 e R$ 5,00). 

No dia seguinte, deixamos o grosso das tralhas no hotel e fomos conhecer Caxambú, onde passamos o dia. Antes de sair a D.Russa reclamou um monte do capacete que estava usando, um M5. Por sorte, havia uma loja de motos quase em frente ao hotel e compramos um capacete novo por lá. O capacete velho foi doado ao primeiro moto boy que cruzou o nosso caminho. 

Caxambú é um pouco menor que São Lourenço, e menos "organizada", mas é uma localidade bonita. Deixamos a moto na praça, aos cuidados de um flanelinha, que inclusive tratou com uma senhora de uma das lojinhas para guardar as jaquetas e capacetes, contratamos uma charrete e fomos conhecer a cidade e adjacências. 

 

 

Retornamos a São Lourenço no final da darde, mais um banho de imersão, mais um pouco de séquiço, jantamos e fomos dormir. No dia seguinte, saímos um pouco mais cedo e fomos para São Tomé das Letras. Até a chegada na cidade, tudo bem. Mas quando entramos na cidade, começou a bateção. As ruas são calçadas com enormes placas de pedra irregulares, com desníveis de até 10 cm. Resolvi deixar a moto na praça e os equipamentos numa loja e contratar um jipeiro para conhecer as cachoeiras das redondezas. Confesso que quase me arrependi de gastar R$ 70,00 nesse passeio, pois a estrada não era tão ruim assim, apenas um pouco pior que a estradinha da Tapera, e, desculpem-me os mineiros, mas para quem está acostumado com Corupá e Prudentópolis, as Cacheiras de São Tomé não chamam muito a atenção. 

 

Porém, na volta do passeio, desabou um aguaceiro sem tamanho. Santa Reduzida Batman! adrenalina pura, eheheh... retornamos à praça, emlameados, colocamos as roupas de chuva e tocamos 130 km abaixo de toró até São Lourenço... onde caímos na velha rotina: banho quente de imersão, jantar e séquiço, eheheh... 

Aproveitamos a quinta e a sexta-feira para conhecer São Lourenço e redondezas, à bordo de outra possante charrete. Eu ainda queria mais séquiço mas a D.Russa me mandou à merda, eheheh... 

 

 

 

Aliás, digno de nota foi um encontro inesperado com um colega madiano do ES que estava fazengo um "bico de férias" no Estado vizinho: 

 

No sábado cedinho, lá pelas 10 h, partimos de São Lourenço, com destino a São Bento do Sapucaí, onde almoçamos num restaurante no alto de um morro (caro prá cacete), mas com uma vista esplêndida: 

 

Depois do almoço, tocamos para Campos do Jordão e esse foi o pedaço mais penoso da viagem, pois além da chuva, pegamos o "caminho mais curto". Uma serrinha prá lá de travada, lisa, úmida, havia até limo na pista em certos trechos, com muita sujeira (barro, folhas, galhos). Levamos quase 1 hora e meia nesse trajeto. Depois, foi a rotina de sempre (banho quente, jantar, passeio e nada de séquço, eheheh). 

Na segunda feira, 9 hs, iniciamos o regreço. Tocamos até Taubaté, onde pegamos a Carvalho Pinto, depois já em São Paulo, pegamos a Marginal Tiete, depois a Marginal Pinheiros, daí a Régis Bittencourt e chegamos em casa antes das 19 h. 

 


O comportamento da motoka: 

A 883 me surpreendeu, positivamente, em vários aspectos. Somados aos 265 kg da moto, havia o combustível (17 L), as bagagens (dois alforjes e um baú lotados), o peso do gel seat (us 6 kg), o meu peso, que não conta muito e o da D.Russa, que compensa o meu, eheheh... resultado, tudo devia passar dos 450 kg fácil. E a motoka nem "tchum", respondia ao acelerador como se estivesse vazia. 

A velocidade de cruzeiro ficou entre 100 e 120 km/h nas estradas de mão dupla e entre 120 e 140 nas estradas de pista dupla, com direito a picos de quase 160 km/h nos retões (141 reais, pelo GPS). A moto tinha gás para ir além mas o meu CG (coeficiente de cagaço) não permitiu. O detalhe é que com a bolha grande a moto atingia legal os 140, sem balançar ou tremer, comigo sentadão, ereto, eheheh... outra coisa digna de nota é o torque: nada de perder embalo ou ter que reduzir marchas nas subidas. 

A suspensão traseira PS mostrou a que veio. Foram raras as vezes que deu "fim-de-curso", no entanto pareceu-me mais dura que a da Savage, com a qual eu tinha feito, no ano passado, uma viagem de 1650 km com a D.Russa. 

Quanto à ciclística, a moto é muito estável nas retas, mesmo em piso ruim e eu não senti nenhuma dificuldade nas curvas. Ela é um pouco mais pesada e prá colocá-la nas curvas mais fechadas tinha que usar o contra-esterço, puxar a moto com o joelho e forçar um pouco com o pé a pedaleira oposta. Mas uma vez no traçado da curva beleza, a moto não apresentava nenhuma tendência, permanecendo neutra (a Savage tinha a tendência de abrir a frente nas curvas). 

Quanto ao consumo: no passeio à Pitanga, sozinho, a moto tinha feito 26 km/L. Nesse passeio agora, garupada e carregada, a motoka surpreendeu de novo. Foram consumidos exatos 90 litros de gasolina e percorridos exatos 2.053 km, resultando numa média de 22,8 km/L. 

A vibração do V2 não chegou a incomodar. É uma vibração com menor frequência e maior amplitude que a vibração das Big Single, como a Savage e a XT 600. Só achei a embreagem muito dura, principalmente nas serrinhas, pois fora disso é colocar quinta marcha e esquecer da vida. 

A posição das pedaleiras, que na 883C é mais avançada que nas outras 883 é bem cômoda, tanto para o piloto quanto para a garupa. 

Em relação aos novos modelos de almofada GelSeat, eles foram aprovados. A grande vantagem que eu percebi não foi durante o tempo que estive sobre a moto, pois não tem jeito, chega uma hora que a bunda não aguenta, não há posição que resolva. O efeito da almofada de gel era nitidamente percebido nos momentos em que eu descia da moto. Em poucos segundos a dor e o desconforto passavam, não ficava aquela sensação de formigamento. 

Uma única coisa que eu estranhei na motoka: não vazou nem uma gota de óleo nem baixou um mililitro sequer o nível do óleo. Também não perdi (que tenha visto) nenhum parafuso pelo caminho. 
Será que a motoka está com algum defeito? eheheheh... 

 

Fonte: http://www.debatemotos.com/phpBB2/viewtopic.php?t=8835

Jerfferson Ferrugem
pherrugem@gmail.com